Peregrinação Nacional

Peregrinação Nacional


Cerca de 400 pessoas, provenientes dos vários pontos do País onde a Fasfhic está presente, acorreram com grande alegria e entusiasmo à Peregrinação Nacional da Fasfhic aos Túmulos dos Fundadores, em Linda-a-Pastora, realizada no dia 16 de Maio.


A iniciativa decorreu em ambiente muito fraterno e festivo. As Fraternidades foram acolhidas à medida que foram chegando e logo aí se podia tocar a felicidade do reencontro em Família.
Os participantes, divididos em três grandes grupos, puderam vivenciar, rotativamente, três momentos distintos. No auditório, conduzidos pela Ir. Luzia, Conselheira Geral, reflectiram sobre a Bem-aventurança da Misericórdia, a Bem-aventurança do amor de irmão, de irmã, do amor das entranhas do coração de Deus Pai e Mãe; no Santuário, fizeram um percurso de beleza exterior e interior, a partir dos Vitrais, e celebraram-se as Bem-aventuranças para os nossos dias; nos Túmulos, os participantes mergulharam no caminho de Felicidade trilhado pelos Fundadores e que está ao alcance de quantos quiserem fazer do Sermão da Montanha o seu projecto de vida. Seguiu-se o almoço em clima de Família. A maioria das Fraternidades trouxe o seu farnel e foi bonito ver a partilha entre todos nos floridos jardins que ladeiam a sede da Confhic.
A tarde iniciou com a Eucaristia presidida pelo Padre Francisco Marques, ofm, e animada pelo Grupo Coral Mater Dei de Lisboa.
Foi Linda a Eucaristia! A procissão de entrada com a Lucerna, símbolo do Carisma da Hospitalidade que Ilumina e Aquece, as bandeiras feitas pelas Fraternidades, a Cruz, as alfaias litúrgicas necessárias à Eucaristia, deixou, desde logo, antever a beleza da celebração e a todos fez convergir para o Altar, centro da Eucaristia.
O momento penitencial, dinamizado por Irmãs Moçambicanas, repassado de humildade no pedir perdão, fez-nos identificar com a terra. Tal como a terra tem sede de água, assim nós experimentamos a sede da misericórdia de Deus. De joelhos, inclinadas sobre si mesmas, em atitude de profundo recolhimento, as Irmãs, e nelas toda a Assembleia, reconheceram-se pecadoras e suplicaram de Deus o perdão.
O nosso Irmão Franciscano, na homília ressaltou a beleza da Misericórdia de Deus e alertou-nos, citando o Pe. Beirão, para a urgência de sermos no hoje da nossa história Apóstolos da Misericórdia, oferecendo o bálsamo do amor ao irmão que se cruza no nosso caminho, na concretização das Obras da Misericórdia. Desafiou-nos também a sermos, à semelhança da Mãe Clara e do Pe. Beirão, aragem de Deus, casa Hospitaleira, Samaritanos disponíveis para recolher os fragilizados do caminho e enfaixar as feridas da Humanidade.
O ofertório foi marcado com a apresentação, por Fraternidades, das ripas entregues no início do ano pastoral, onde cada Fraternidade assinalou o compromisso assumido em cada um dos seus encontros, ao mesmo tempo que se foi ouvindo um breve texto que nos fez participantes dos dons de cada Fraternidade e do empenho de todos em viver à luz das Bem-aventuranças. Também aqui a criatividade não faltou! As Fraternidades esmeraram-se na ornamentação das ripas e trouxeram ao altar verdadeiras obras de arte. A excepção foi para a Fraternidade Sementes de Libânia – Braga, que com o mesmo ardor e empenho levou ao altar uma porção de sementes, a simbolizar a Fraternidade nascente que quer crescer e dar frutos. Foi a primeira vez que esta jovem Fraternidade, com alguns meses de existência, participou numa actividade nacional da Fasfhic.
Após a consagração, cinco Irmãs Indianas ajudaram-nos a adorar Jesus com o Arathi: cantando, ofereceram incenso, perfume que só se oferece a Deus, e pétalas de rosas, simbolizando o perfume de uma vida unida à de Cristo, na doação pelos irmãos. Foi um momento de profundidade que a todos tocou e envolveu na mesma adoração.
No momento de Acção de Graças fez-se a passagem da Relíquia da Mãe Clara, que vem percorrendo as Fraternidades Fasfhic neste ano pastoral. Agora, de Vila Chã de Ourique rumou a Lisboa.
À saída da Eucaristia cada elemento recebeu um marcador com a imagem de um dos vitrais do Santuário da Casa Mãe, preparado pela Direcção Provincial, a significar e a estimular à vivência das Bem-Aventuranças como caminho de felicidade.
Fica no coração de todos a alegria do encontro, a beleza do ser Família e o desafio a sermos luzeiros fortes a Iluminar e a Aquecer na senda da Mãe Clara e do Pe. Beirão, percorrendo o caminho das Bem-aventuranças, oferecendo constantemente aos outros a chave da Felicidade.
















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Quarta, 19 de Maio de 2010